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Browser War

Criada por: Frederico Madeira, última modificação em: Mon 26 of Oct, 2009 (00:22 UTC)
Comentários sobre o filme Internet True History by John Heilemann ~ Browser Wars / Search / Bubble / People Power

Assistir a primeira parte deste documentário foi muito interessante. Como adepto do SL, não pude deixar de vibrar com a Netscape em seus primeiros tempos, bem como repudiar a Micro$oft por suas práticas predatórias.

Tio Bill se de demonstra bastante arrogante frente a nova ameaça que se erguia contra a soberania da Microsoft em meados de 1994. Nesta época, nos primórdios da Internet, surgia o Mosaic desenvolvido por Marc Andreesen, o primeiro web browser a rodar em Windows, o que tornou a internet mais viva e com recursos nunca vistos antes.

Após perceber o sucesso do Mosaic, Jim Clark, fundador da Silicon Graphics, procurou Andreesen com o objetivo de fundar uma companhia. Eles foram para Illinois e recrutaram um grupo de programadores para desenvolver um novo browser que se chamou Netscape Communicator.

Em meados de 1995, 30 dias após o lançamento do Netscape o sucesso foi tanto que ele já rodava em 90% dos computadores conectados a internet, iniciando desta forma a era da Internet. O melhor disso é que esta revolução não veio pelas mãos da Micro$oft.

Bill Gates incomodado com o fato, declarou guerra a nova companhia, então ele saiu ao ataque e enviou um grupo de executivos em uma reunião bem controversa com a Netscape. Existem duas versões que relatam o que foi discutido, mas a que eu acredito mais foi a que a Microsoft ofertou 1 milhão pelo produto Netscape e ameaçou falando que se não fosse aceita a proposta eles iriam copiar as funcionalidades do Netscape e lançar um produto próprio. O que a Microsoft não sabia, era que a Netscape utilizo a reunião para armar uma armadilha para a Microsoft.

Nesta época, Jim Clark percebeu que era o momento de abrir capital da Netscape, contrariando o padrão da época onde a empresa deveria ter 1 ano de vendas estável, preferivelmente 2 anos. De toda forma eles fizeram a oferta pública, tendo apenas 1 ano sem faturar nenhum centavo. Segundo Jim Clark, ele faturou 600 milhões só no dia da oferta inicial.

Nesta época de grande sucesso do Netscape, eles partiram para o ataque fazendo sobra no gigante, e este foi um erro que eles viriam a sentir depois. Fizeram declarações do tipo: “O Windows é um conjunto de drivers de dispositivos mal depurado” o que atiçou ainda mais a guerra entre as duas empresas e a vontade da MS de detonar com a Netscape.

Em meados de 1995 a Microsoft lançou o Internet Explorer, que causaria a queda do Netscape meses depois. Não que o IE fosse melhor que o Netscape, mas pelas práticas predatórias da MS, o IE começou a tomar espaço se tornando líder de mercado, levando a Netscape a falência. Durante este processo, a Netscape foi comprada pela AOL.

Jim Clark havia investido 5 milhões na Netscape e saiu desta guerra com 2 bilhões de dólares.

A MS havia ganho a guerra mas ganhou outro inimigo que viria a lhe causar problemas ao longo dos anos seguintes: o Governo.

Este iniciou um processo investigativo de anti-trust contra a Microsoft, pois esta adotava práticas que não permitiam a competição no segmento. Cito abaixo alguns exemplos destas práticas:

- Ameaçar a Compaq de não renovar as licenças do Windows em seus computadores caso a mesma não distribuísse o IE como browser padrão em seus computadores.
- Integrar o IE ao windows, não permitindo que os usuários façam a escolha de qual browser eles desejam utilizar, já que o IE já vinha instalado e lincado com as principais aplicações do windows.
- Práticas agressivas por sua força de vendas.
- Ameaçar a Netscape

Em 2000 a MS foi declarada culpada, mas diversas apelações aliviaram sua sentença. Este processo anti-trust se arrastou durante anos sendo discutido inclusive na União Européia. Nesta parte entra o artigo Microsoft and the EU: Set to Kiss and Make Up? que conta a história de mais um capítulo do processo anti-trust da União Européia contra a MS onde ela foi obrigada a inserir um box com a lista dos browsers disponíveis para que o usuário escolha o qual deseja utilizar. O fato é que essa não é uma ação que trará grandes mudanças visto que este box aparece dentro do IE, o IE continua integrado ao windows e sem a necessidade de instalação por parte dos usuários.

Material de Referência:

A Internet : Browser Wars Part 1



A Internet : Browser Wars Part 2



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